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Sesc Pinheiros recebe curta temporada do espetáculo de dança Fúria no mês de abril

Espetáculo foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 2019.

Fúria - Foto: Sammi Landweer - responderfazendo.com


A Lia Rodrigues Companhia de Danças apresenta, no Sesc Pinheiros, o espetáculo Fúria nos dias 14, 16 e 17 de abril de 2022. Na obra, um mundo povoado de imagens de dor, beleza, violência, opressão e liberdade se constrói e se desmancha sem trégua, diante dos olhos do público.

Como espiar o tempo em um mundo dominado por uma infinidade de imagens contrastantes - medonhas e belas, sombrias e luminosas - atravessadas por uma infinidade de perguntas não respondidas e perpassadas por contradições e paradoxos? Como espiar o tempo em um mundo de fúria? Como dar visibilidade e voz ao que está invisível e silenciado?.


Esses são alguns dos questionamentos que Lia destaca como desencadeadores da obra. A peça estreou em novembro de 2018 em parceria com o Festival de Outono de Paris no Théâtre National de Chaillot (Paris) e no teatro Le Cenqquatre (Paris) e fez turnê por várias cidades europeias.

Em Fúria, um mundo povoado de imagens de dor, beleza, violência, opressão e liberdade se constrói e se desmancha sem trégua, diante dos olhos do público. Os corpos de nove bailarinxs da companhia (Leonardo Nunes, Felipe Vian, Clara Cavalcante, Carolina Repetto, Valentina Fittipaldi, Andrey Silva, Karoll Silva, Larissa Lima e Ricardo Xavier) se destacam e se perdem em meio às roupas, sacos plásticos, rejeitos, em uma mistura de cores, formas e texturas. Um trecho de uma música tradicional dos povos indígenas Kanak, da Nova Caledônia, repetido infinitamente, acompanha grande parte da performance.


“Como espiar o tempo em um mundo dominado por uma infinidade de imagens contrastantes - medonhas e belas, sombrias e luminosas - atravessadas por uma infinidade de perguntas não respondidas e perpassadas por contradições e paradoxos? Como espiar o tempo em um mundo de fúria? Como dar visibilidade e voz ao que está invisível e silenciado?”. Esses são alguns dos questionamentos que Lia destaca como desencadeadores da obra.


A peça integra as pesquisas cênicas de Lia que passam pela questão da alteridade, da reinvenção de um corpo a partir de suas energias primitivas e da necessidade de engajamento no Brasil contemporâneo. “Esse título se refere tanto a uma violência que vem de fora, na forma de um ataque, quanto a uma necessidade de oposição, de luta”, diz a coreógrafa.

A obra de Lia também investiga relações de poder, evidenciando desde as dinâmicas do dominado e do dominador até questões raciais e de gênero. Para a artista, a fúria explorada em cena também remete diretamente à situação específica da favela da Maré, onde se dá sua produção artística das duas últimas décadas.


Ficha técnica

Criação: Lia Rodrigues

Assistente de criação: Amália Lima

Dançado e criado em estreita colaboração com: Leonardo Nunes, Carolina Repetto, Valentina Fittipaldi, Andrey Silva, Larissa Lima, Ricardo Xavier, Joana Lima, David Abreu, Matheus Macena, Tiago Oliveira, Raquel Alexandre

Também criado por: Felipe Vian, Clara Cavalcante, Karoll Silva

Dramaturgia: Silvia Soter

Colaboração artística e imagens: Sammi Landweer

Criação de Luz: Nicolas Boudier

Operação de Luz: Jimmy Wong

Produção e difusão internacional: Colette de Turville

Produção e difusão Brasil: Gabi Gonçalves/ Corpo Rastreado

Secretária/administração: Glória Laureano

Professoras: Amália Lima, Sylvia Barreto

Coprodução: Chaillot – Théâtre national de la Danse, CENTQUATRE-Paris, Fondation d’entreprise Hermès dans le cadre de son programme New Settings, Festival d’Automne de Paris, MA scène- nationale, Pays de Montbéliard, Les Hivernales - CDNC (França); Künstlerhaus Mousonturm Frankfurt am Main, Festival Frankfurter Position 2019 –BHF-Bank-Stiftung, Theater Freiburg, Muffatwerk/Munique (Alemanha); Kunstenfestivaldesarts, Bruxelas (Bélgica); Teatro Municipal do Porto, Festival DDD - dias de dança (Portugal).

Uma realização da Lia Rodrigues Companhia de Danças com o apoio da Redes da Maré e do Centro de Artes da Maré.


Lia Rodrigues é uma artista associada ao Chaillot-Théâtre national de la Danse e ao CENTQUATRE, França.


Agradecimentos: Zeca Assumpção, Inês Assumpção, Alexandre Seabra, Mendel Landweer, Jacques Segueilla , equipe do Centro de Artes da Maré e da Redes da Maré.

SERVIÇO

Fúria | Lia Rodrigues Companhia de Danças

Dias 14, 16 e 17 de abril de 2022

Quinta e sábado, às 21h. Domingo, às 18h

Sesc Pinheiros

Teatro Paulo Autran (1010 lugares) - R. Paes Leme, 195 - Pinheiros, São Paulo - SP

Ingressos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (credencial plena/meia)

Duração: 70 minutos

Classificação: 16 anos