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  • Luiz Vieira

Projeto une teatro e vídeo para mostrar realidade de refugiados no Brasil

Medo Como Fronteira - Diálogos Artísticos com Refugiados traz três vídeo-performances com atores e atrizes dialogando com refugiados do Haiti, Togo e Venezuela

Medo Como Fronteira - Diálogos Artísticos com Refugiados

Foto: Nbale – responderfazendo.com


Uma experiência que reúne realidade e ficção, vídeo e teatro, ao trazer trocas entre artistas brasileiros e refugiados que vivem na cidade de São Paulo. Esse é o mote de Medo Como Fronteira - Diálogos Artísticos com Refugiados, uma série de vídeo-performances online que serão exibidas nos dias 10, 11 e 12 de junho, sempre às 20h, com mesa de conversa com artistas e refugiados após a sessão.


A direção é de Jaoa de Mello e o elenco é formado por Ana Vitória Prudente, Cecília Schucman e Vitinho Rodrigues. As apresentações são gratuitas e podem ser reservadas pelo Sympla. A produção é da Romã Atômica.

No projeto, os atores se conectaram com três refugiados que chegaram ao Brasil após uma situação de crise em seus países de origem: Haiti, Togo e Venezuela. Desse encontro emergiram questões decoloniais e afetivas. As vídeo-performance são Sismo (Ana Vitória Prudente e Junia Larose [Haiti]); Americalatina latinoamericA (Vitinho Rodrigues e Dylines Guanipa [Venezuela]); e Nlabale (Cecília Schucman e Hezouwe Soh Tchao [Togo]).

“A iniciativa propõe um diálogo criativo entre pessoas não tão distantes, mas distanciadas, proporcionando um espaço de encontro entre diferentes trajetórias geopolíticas e perspectivas de vida que coabitam em nossa metrópole. Para chegar a esse resultado, o processo contou com uma oficina e um contato diário dos atores com os refugiados, usando os meios digitais e distanciamento social, devido a pandemia. Foi uma verdadeira imersão para conseguir novos caminhos para narrativas não-hegemônicas”, ressalta o diretor.

Sismo é um vídeo-poema, onde Ana Vitória Prudente e Junia Larose compartilham a questão da solidão da mulher negra, refletem sobre suas raízes, até as sequelas do terremoto no Haiti. Em Americalatina latinoamericA, Vitinho Rodrigues e Dylines Guanipa criam outras narrativas possíveis para a América Latina, a linguagem predominante é o áudio nessa manifestação artística. Já em Nlabale, Cecília Schucman e Hezouwe Soh Tchao relembram o momento de sua chegada ao Brasil. Ela, por meio dos avós judeus que fugiram da 2ª Guerra Mundial, e a realidade dos campos de concentração; Ele, enfrentando as barreiras que encontrou para chegar ao Brasil sendo africano.


“Todos tiveram que abandonar seus países, viveram uma antítese, pois o lugar do medo é o lugar da coragem para enfrentar uma nova vida e realidade. São histórias bem diferentes uma da outra, ao mesmo tempo muito parecidas no sentido de luta, vivência”, conclui Jaoa.

SERVIÇO:

Medo Como Fronteira - Diálogos Artísticos com Refugiados

Dias 10, 11 e 12 de junho, sempre às 20h;

Duração: 1 hora e 10 minutos Classificação: 10 anos;

Grátis;

Reserva de ingressos pelo https://www.sympla.com.br/produtor/Romaatomicaprodutora

FICHA TÉCNICA

Direção e Edição: Jaoa de Mello. Elenco: Ana Vitória Prudente, Cecília Schucman e Vitinho Rodrigues. Convidados: Dylines Guanipa, Hezouwe Soh Tchao, Junia Larose. Design Gráfico: Aleph Anti Aleph. Assessoria de Imprensa: Renato Fernandes. Diretora de produção: Paloma Rodrigues. Produção Executiva: Amara Hartmann. Produção: Romã Atômica.