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  • Luiz Vieira

Grátis e online: Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro reúne 12 peças das 5 regiões do Brasil

Aproximando geograficamente artistas dos quatro cantos do país, a mostra digital passeia por temas como racismo, feminismo, identidade de gênero e sexualidade

Com a história do Almirante Negro João Cândido, tema de música de Aldir Blanc cantada por Elis Regina, peça Turmalina 18-50, da Cia Cerne, representa a Baixada Fluminense e o Sudeste na Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro – Foto: Stephany Lopez/Divulgação


Com atrações gratuitas e digitais, maio é o mês da primeira Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro. O projeto conta com 12 espetáculos das 5 regiões brasileiras. Estes são feitos por artistas e coletivos contemplados ou beneficiados pela Lei Aldir Blanc, criada para socorrer o setor cultural durante a pandemia de Covid-19. O evento acontece de 4 a 28 de maio, de terça a sexta, às 21h durante a primeira semana e às 20h nas seguintes, na SP Escola de Teatro Digital, na plataforma Sympla (https://www.sympla.com.br/spescoladeteatrodigital).

Os 12 espetáculos trazem representantes do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. A programação apresenta ainda duas mesas de discussões, com participação de comunicadores digitais, abordando temas como impactos da Lei Aldir Blanc e o panorama estético e discursivo das peças.


Espetáculos convidados: Elas - Coletivo Caracóis (SP); Turmalina 18-50 - Cia Cerne (RJ); Afluentes Acreanas - Associação Teatro Candeeiro (AC); Disque Q para Queer - Teatro da Margem (RN); Exóticos - de Túlio Paniago (MT); Diálogos - de Bruno Narchi (SP); Pink Star - Cia de Teatro Os Satyros (SP); O Inferno É um Espelho de Borda Laranja - de Wander B. (SP); Pânico Vaginal - Romã Atômica (SP); Tormento - Clotilde Produções (SP); Sinhá Não Dorme - de Roberta Valente (RJ); e Psicose 4:48 - Cia Stavis-Damaceno (PR).


“A pandemia trouxe um forte impacto para o setor cultural. A Lei Aldir Blanc foi e é primordial para a manutenção dos artistas brasileiros, neste período tão difícil. A Mostra traz uma diversidade regional e temática. Isso evidencia a importância do teatro digital para a sobrevivência das artes cênicas”, afirma Ivam Cabral, diretor executivo da SP Escola de Teatro. Para além da pluralidade geográfica, a Mostra apresenta espetáculos que abordam temas como identidade de gênero, sexualidade e racismo, passeando por estilos como musical, comédia, monólogo e drama. Todos em diálogo com o Teatro Digital. "A Lei é um respiro para a Cultura. A Mostra Aldir Blanc na SP mostra nas telas uma exuberante produção cênica contemporânea, que pode ser vista por espectadores de todo o mundo", declara Miguel Arcanjo Prado, Coordenador de Extensão Cultural e Projetos Especiais da SP Escola de Teatro e curador da Mostra, com assistência de Rodrigo Barros e Marcio Tito. Diálogos com comunicadores As peças da Mostra Aldir Blanc na SP estarão em diálogo com 12 profissionais da comunicação: 9 convidados e 3 colaboradores da SP Escola de Teatro. Todos escreverão sobre os espetáculos, além de participarem de mesas de discussão. A iniciativa busca aproximar artistas e profissionais que cobrem as artes cênicas em meios digitais como blogs e redes. Os convidados são: Cintía Duque (@eunoteatro), Fernando Pivotto (@tudomenosumacritica), Celso Faria (@blogeurbanidade), Cláudio Martins (@abroadwayeaqui), Natália Beukers (@infoteatro), Marcio Tito (@deus.ateu), Leandro Fazolla (@leofazolla), Luiz Vieira (responderfazendo), Miguel Arcanjo Prado (@miguel.arcanjo), Viviane Pistache (@vivirilpistache), Luiza Camargo (escoladeteatro) e Rodrigo Barros (@escoladeteatro). SP Escola de Teatro Inaugurada na cidade de São Paulo, em 2010, a SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco propõe novos desafios para o ensino das Artes Cênicas no Brasil. Com um modelo pedagógico ousado, o espaço toma como prismas da formação as sensibilidades e as potencialidades artísticas, humanas, críticas e cidadãs. A instituição é ligada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo e gerida pela Adaap – Associação dos Artistas Amigos da Praça, uma Organização Social de Cultura, sem fins lucrativos, formada por integrantes dos principais grupos de teatro da cidade de São Paulo. Serviço Mostra Aldir Blanc na SP Escola de Teatro Onde: Sympla - SP Escola de Teatro Digital https://www.sympla.com.br/produtor/spescoladeteatrodigital Quando: 4 a 28 de maio, de terça a sexta, sempre às 20h (horário de Brasília)


Programação por dia:

04 - Terça-feira ELAS (SP) Conflitos de um relacionamento amoroso entre duas mulheres durante a pandemia. 05 - Quarta-feira ELAS (SP) Conflitos de um relacionamento amoroso entre duas mulheres durante a pandemia. 06 - Quinta-feira ELAS (SP) Conflitos de um relacionamento amoroso entre duas mulheres durante a pandemia. 07 - Sexta-feira Mesa de discussão A importância da Lei Aldir Blanc para a Arte na Pandemia.


11 - Terça-feira Turmalina 18-50 – Cia Cerne (RJ)

A vida de João Cândido, o almirante negro da canção de Aldir Blanc cantada por Elis Regina.


12 - Quarta-feira Afluentes Acreanas – Associação Teatro Candeeiro (AC) Um embarque fluvial pelas curvas do rio Acre, passando pelos afluentes da história acreana.


13 - Quinta-feira Disque Q para Queer - Teatro da Margem (RN) Central de atendimento interativa para pessoas LGBTQIA+ no isolamento da pandemia.

14 - Sexta-feira Exótico – Túlio Paniago (MT) Uma desconstrução de ideias preconcebidas sobre a produção artística fora do eixo.


18 - Terça-feira Diálogos - Bruno Narchi (SP) Histórias cotidianas em torno de relacionamentos familiares e pessoais neste drama musical.


19 - Quarta-feira Pink Star – Cia de Teatro Os Satyros (SP) Comédia musicada sobre o poder de decisão do indivíduo sobre a sua sexualidade e gênero.


20 - Quinta-feira O Inferno É Um Espelho de Borda Laranja – Wander B. (SP) Reflexões de um homem em torno de sua vida durante suas crises de insônia.


21 - Sexta-feira Pânico Vaginal – Romã Atômica (SP) Uma super-heroína opta pelo Armamento Íntimo, guardando armas em seus órgãos. 25 - Terça-feira Tormento – Clotilde Produções (SP) Duas mulheres e um homem estão trancados forçosamente em uma reunião on-line.


26 - Quarta-feira Sinhá Não Dorme – Roberta Valente (RJ) Duas mulheres negras apresentam questões do racismo estrutural e da lesbofobia.


27 - Quinta-feira Psicose 4:48 – Cia Stavis- Damaceno (PR) Questões de loucura, baseadas na vida da autora britânica Sarah Kane.


28 - Sexta-feira

Mesa de Discussão Lei Aldir Blanc como fomento à diversidade nas artes cênicas brasileiras.