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Espetáculo Nossos Ossos tem como cenário o submundo da noite paulistana e estreia neste sábado

Peça que estreia dia 30 de outubro no Espaço da Revista conta a saga do dramaturgo premiado Heleno para fazer as honras fúnebres a um garoto de programa, Cícero, brutalmente assassinado nas ruas de São Paulo. No teatro, o público assiste à peça em cabines de “peep show”.

Atores Cezar Rocafi e Vitor Vieira - Foto: Cleber Correa - responderfazendo.com


A Cia da Revista estreia o primeiro espetáculo do projeto Conexão São Paulo ---> Pernambuco, trilogia de peças dirigidas por Kleber Montanheiro. Nossos Ossos, do romance homônimo de Marcelino Freire, entra em cartaz no dia 30 de outubro no Espaço da Revista.


No elenco, estão os atores: Vitor Vieira, Aivan, Evas Carretero, Demian Pinto, João Victor Silva e Cezar Rocafi.


A segunda peça Tatuagem, versão teatral do filme de Hilton Lacerda, chega em 2022. O terceiro espetáculo será a peça comemorativa de 25 anos da Cia, ainda em definição, no segundo semestre de 2022.


Em Nossos Ossos, a Cia partiu do primeiro romance do premiado autor pernambucano radicado em São Paulo Marcelino Freire para a construção do espetáculo, a partir de linguagens múltiplas, como a música (em forma de texto cantado), cenas visuais que contam a história potencializando o discurso da fala, o teatro gestual como dramaturgia do corpo, e assim por diante. A peça tem dramaturgia de Daniel Veiga (paulistano) e música original de Isabela Moraes (pernambucana). Os figurinos levam assinatura de Marcos Valadão, luz de Gabriele Souza, direção musical e arranjos de Marco França.


A história acompanha a saga do dramaturgo premiado Heleno para fazer as honras fúnebres a um garoto de programa, Cícero, brutalmente assassinado nas ruas de São Paulo.


O espetáculo será realizado simultaneamente na versão presencial (24 pessoas por sessão) e na versão online. No teatro, o público assiste à peça em cabines de “peep show”, isoladas. Essa ideia, além de se configurar como uma segurança para o público e atores nesse momento de transição para retomada do teatro presencial, faz parte da dramaturgia, como se o espectador estivesse numa cabine de um sex shop secreto ou ainda dentro de um apartamento olhando pela janela o movimento da noite, na rua; ou ainda numa terceira alusão, dentro de um carro, observando os frequentadores da madrugada paulistana.

Nossos Ossos - Foto: Cleber Correa - responderfazendo.com

A versão online é reduzida e ao vivo e a câmera entra na encenação como um personagem. O câmera-man faz parte da ação como um passante que filma as cenas do cotidiano com seu celular. Dessa forma, o espetáculo atinge um público ainda maior, que pode ver o espetáculo de casa, do seu computador pessoal. Uma ação complementa a outra, não invalidando nenhuma das experiências. Cada uma terá um olhar personalizado, garantindo o interesse e o acesso ao espetáculo e tornando a forma totalmente viável em tempos de pandemia e distanciamento social. Não se trata de uma adaptação de uma obra aos nossos tempos, mas sim um projeto que já nasce nesse formato, garantindo sua realização.


A proposta da dramaturgia é reforçar o caráter poético da obra de Marcelino Freire no palco, aproximando-a da realidade nua das sombras da noite paulistana. Uma proposta atemporal, que reúne personagens da década de 80 até hoje, num povoado de seres que habitam e habitaram nossas ruas, pessoas à beira da marginalização e da violência que assombra a cidade. Daniel Veiga explorou esse submundo, colocando em discussão as relações de caráter público e privado, onde a rua torna-se casa e local de trabalho; onde a vida torna-se parceira da morte a cada instante; onde a poesia da tragédia torna-se ação dramática e nos faz pensar. A ideia de capítulos nomeados como partes do corpo humano - sugerindo uma autópsia - presente no livro foi mantida como quadros do espetáculo, ressignificando a ideia em cenas do corpo humano de acordo com o conceito de cada bloco.


“Nossos Ossos é significativo pois discute vários pontos a partir da existência humana, no caráter social, moral e político: a solidão, a falta de oportunidades, a arte, as relaçõesnão aprofundadas, a desigualdade; num mundo onde as relações a cada dia se tornam cada vez mais virtuais, Nossos Ossos é um grito poético e visceral do ser humano que clama por vida real.”, comenta Kleber Montanheiro.

Ficha técnica:

Do romance de Marcelino Freire. Adaptação: Daniel Veiga. Direção e cenografia: Kleber Montanheiro. Figurinos: Marcos Valadão. Desenho de luz: Gabriele Souza. Direção Musical e arranjos: Marco França. Músicas Originais: Isabela Moraes. Assistente de Direção: Gabrielle Britto. Elenco: Vitor Vieira, Aivan, EvasCarretero, Demian Pinto, João Victor Silva e Cezar Rocafi.Costureira: Salomé Abdala. Máscara: Franklin Almeida. Direção de Cenotecnia: Evas Carretero. Serralheiro: Airton Lemos. Assistente de Cenografia: Thais Boneville. Microfonista: Eder Sousa. Fotos: Cleber Correa. Visagismo: Louise Helène. Produção: MoviCena Produções. Assessoria de Imprensa: Pombo Correio


Serviço:

Espaço Cia da Revista: Alameda Nothmann, 1135 - Santa Cecilia, São Paulo

Temporada: De 30/10 a 12/12

Duração: 70 minutos

Faixa etária: a partir de 14 anos

Lotação: De 12 a 24 pessoas (pessoas juntas na mesma cabine ou individual)

Entrada: mediante apresentação de carteirinha com pelo menos 1 dose.

Valor dos Ingressos 40,00 inteira e 20,00 meia (Cada ingresso garante 1 cabine, ou seja 2 lugares.) Pelo Sympla.

https://www.sympla.com.br/espetaculo-nossos-ossos---cia-da-revista__1370478


Quando: Sábados e domingo às 19h. Sessões extras aos sábados às 21h30

Sessões do dia 30, gratuitas.


*Para o público em casa, ação do projeto, será disponibilizado um vídeo ao mesmo tempo que começa o espetáculo, no link - https://www.facebook.com/companhiadarevista