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  • Luiz Vieira

Eriberto Leão nos convida para uma viagem intergaláctica em peça digital O ASTRONAUTA

O projeto é inspirado na cultura pop da ficção científica, nos filmes “2001 – Uma Odisséia no Espaço”, “Solaris” e “Her” e no repertório musical de David Bowie, em especial a música “Space Oddity”

Foto: Emmanuelle Bernard.


Ainda na esteira das transformações que a arte vem experimentando desde o início da pandemia, o projeto O ASTRONAUTA chega agora à sua terceira fase: a apresentação da peça em versão on-line.

Na primeira fase, acompanhamos a preparação do astronauta (Eriberto Leão) para esta viagem através de 8 episódios de uma websérie. Na segunda fase, uma minissérie em RV (realidade virtual) com 3 episódios ofereceu uma experiência sensorial de viagem pelo espaço sideral e da movimentação dentro da nave. Agora, na terceira fase, a peça on-line apresenta a viagem propriamente dita. A quarta fase virá em março de 2021, quando o espetáculo será apresentado presencialmente, com público no teatro.

O ASTRONAUTA, em todas as suas etapas, é atravessado pelo cinema. A peça, com roteiro de Eduardo Nunes (diretor do longa “Unicórnio”, com Patricia Pillar e ZéCarlos Machado) e direção de José Luiz Jr. (diretor da série “Oncotô?”, apresentada por Jorge Mautner; e do filme “Antes da coisa toda”, sobre o processo criativo da “Armazém Companhia de Teatro”), investiga essa interseção entre o teatro e o cinema.

Partindo do cinema e caminhando em direção ao teatro, o encontro destas duas linguagens se traduz num trabalho fortemente visual, com o uso de câmeras, sistema Surround e telas de diferentes proporções que dialogam constantemente e em tempo real com o ator.

Foto: Emmanuelle Bernard.


SINOPSE DA PEÇA

Um astronauta é enviado ao espaço para uma missão solitária. Inicialmente, ele mantém contato diário com a Terra através de um elaborado sistema de comunicação. O objetivo é oferecer uma espécie de reality show em streaming, em que todas as pessoas na Terra podem acompanhar a viagem do astronauta 24 horas por dia. No entanto, conforme a jornada avança, a comunicação com a Terra vai se tornando cada vez mais rarefeita até desaparecer, levando o astronauta a viver uma experiência radical de isolamento completo.

Inicialmente, o astronauta, além de ser acompanhado pelo público na Terra, mantém contato com o comandante da missão (ZéCarlos Machado), sua namorada (Natascha Falcão) e seu pai (Jaime Leibovitch). Com a perda da comunicação, ao final só lhe resta a companhia de Hal (Luana Martau), um computador de bordo com inteligência artificial que se torna sua única interlocutora.

DO QUE ESTAMOS FALANDO

Idealizados pelo diretor teatral José Luiz Jr e desenvolvido em parceria com o ator Eriberto Leão, a peça e todo o projeto se utilizam da experiência do isolamento do astronauta para falar sobre as memórias, os afetos e a relatividade tempo, sobre como o uso das mídias sociais pode afetar as relações humanas. O isolamento vivido pelo personagem também sugere um paralelo com o confinamento vivido em consequência da Covid-19, aproximando o personagem das experiências recentes dos espectadores.

O espaço sideral é utilizado como uma metáfora da condição humana. O astronauta parte para uma viagem de autoconhecimento, saindo da Terra para perceber o mundo de um outro ponto de vista. Ele deixa para trás qualquer contato humano e só pode observar a vida na Terra através das telas de seu computador. E depois, unicamente através da sua memória. Neste tempo dentro na nave, entre vigília e hibernações alternadas, ele vive uma experiência única em relação à passagem relativa do tempo.

A ENCENAÇÃO

A encenação de José Luiz Jr abriga variados recursos técnicos digitais: imagens do espaço serão projetadas em uma grande tela ao fundo do palco, como uma espécie de janela da nave espacial, provocando no espectador a mesma sensação vivida pelo personagem. Duas TVs de 60” de alta definição e uma câmera posicionada no palco oferecerão ao espectador diferentes pontos de vista da cena. Durante o trajeto, o personagem se relaciona com um computador de bordo e com outros personagens através de vídeo. Haverá ainda um sistema Surround 5.1, para uma imersão maior do espectador.

A direção musical é de Ricco Viana; videografismo, realidade virtual e programação visual são dos irmãos Rico e Renato Vilarouca; a direção de arte de Carla Berri e a iluminação de Adriana Ortiz.

Produzido pela CAJA Arquitetura Cultural, O ASTRONAUTA é uma realização da Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo do Governo Federal e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado do Rio de Janeiro através da Lei Federal de Incentivo à Cultura e da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro. Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio master da Enel Distribuição Rio, patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, patrocínio da PetroRio e apoio cultural FIRJAN/SESI através do Edital de Fomento às Artes.

Foto: Emmanuelle Bernard.


COM A PALAVRA:

Eriberto Leão, ator

Quem não gostaria de estar no espaço, longe de todos os problemas terrenos, por um instante? Longe da persona criada desde que nascemos, para se adaptar a uma sociedade pré-existente há tempos? Longe. Muito longe...

Mas pagaria o preço do isolamento quando o tempo perdesse a si mesmo nos confins do universo? Só um astronauta. E poder viver e compartilhar essa experiência e depois voltar para Terra em segurança? Só a arte, o verdadeiro foguete espacial da nossa mente e sentidos, pode proporcionar.

Fazer parte de uma obra transformadora e revolucionária ao levar para o palco uma ficção científica corrobora a certeza indelével de que a arte salva. E nos eleva, no nosso caso, ao espaço sideral, às estrelas, aos planetas do nosso sistema solar e ao encontro de nós mesmos.”

José Luiz Jr, diretor

A peça fala de afetos ou memórias esquecidas. Quando eu tinha 6 ou 7 anos e passava as férias de verão na praia, acampando com meus pais, todas as noites eu sentava à beira mar e ficava olhando o céu, via estrelas infinitas e eu acreditava fazer parte daquilo tudo. Esse personagem, o astronauta, é um sentimento, talvez um poema ou até mesmo um grito. Quanto mais ele se distância da Terra, mais perto da nossa essência ele chega”

Eduardo Nunes, dramaturgo

Acho que o que mais me estimula neste projeto é poder dar continuidade à parceria que tenho com José Luiz Jr; é uma parceria que funciona bem, pois no processo ficamos escutando muito um ao outro. E fico feliz também em trabalhar pela primeira vez com o Eriberto Leão, que admiro tanto. Ele é um ator muito intuitivo, ao mesmo tempo em que se prepara muito para o que faz.

E há um outro elemento sedutor no projeto: para mim, a possibilidade de trabalhar com a ficção científica, é algo que aguardo há muito tempo. Este gênero, ao contrário do que muitos pensam, está intimamente ligado ao nosso cotidiano. Pois utiliza o futuro como uma metáfora para questões de hoje. E usando estas analogias conseguimos perceber melhor o nosso próprio presente. É um outro olhar sobre as mesmas questões, e que nos faz perceber melhor o que é realmente importante em nossa vida.”

FICHA TÉCNICA

DRAMATURGIA: Eduardo Nunes

IDEALIZAÇÃO E DIREÇÃO GERAL: José Luiz Jr.

ATUAÇÃO: Eriberto Leão

ELENCO CONVIDADO (presenças em vídeo e/ou áudio):

Hal, computador de bordo com inteligência artificial / Luana Martau

Comandante / ZéCarlos Machado

Pai / Jaime Leibovitch

Namorada / Natascha Falcão

Sasha (outro astronauta, visto só em imagens da memória) / Joana Abreu

DIREÇÃO MUSICAL: Ricco Viana

VIDEOGRAFISMO, REALIDADE VIRTUAL E PROGRAMAÇÃO VISUAL: Rico e Renato Vilarouca

DIREÇÃO DE ARTE E CENÁRIO: Carla Berri

FIGURINO: Joana Bueno

ILUMINAÇÃO: Adriana Ortiz

FOTOS: Emmanuelle Bernard

DIREÇÃO TÉCNICA E DE PALCO: Marcos Martins

MARKETING DIGITAL: Luciana D'Amato

PRODUÇÃO EXECUTIVA: Flavia Menezes

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Carla Yared

REALIZAÇÃO: CAJA Arquitetura Cultural

ASSESSORIA DE IMPRENSA: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephany.

SOBRE A EQUIPE

ERIBERTO LEÃO - ator

Participou de várias novelas de sucessos, dentre as quais: "Antonio dos Milagres", "O amor está no ar", "Cabloca", "Malhação", "Guerra dos sexos", "Paraíso" e recentemente fez sucesso com o personagem gay Samuel na novela "O outro lado do paraíso".

No cinema participou de grandes sucessos de bilheteria como: "Assalto ao Banco Central", "De pernas pro ar 2", "O senhor do labirinto" entre outros.

No teatro se apresentou como Jesus Cristo no espetáculo "Paixão de Cristo de Nova

Jerusalém", atuou no sucesso de público "A Mecânica das Borboletas" e recentemente viveu o músico Jim Morrison do The Doors com o espetáculo "Jim", fazendo grande sucesso de crítica e público, entre outras produções.

JOSÉ LUIZ JR. - idealização e direção geral

Em São Paulo no ano 2000, criou a “Akrópolis Companhia de Artes”, dedicada à pesquisa

de multilinguagem, realizando performances e espetáculos teatrais. No Rio de Janeiro, ministra um treinamento técnico para atores e realizou os espetáculos “Corações Partidos (2004)”, “Else”(2005) e “As Belas Adormecidas"(2008). Também trabalhou como assistente de direção de Paulo de Moraes para os espetáculos “O dia em que Sam morreu”(2014), “Jim”(2013) e “A Dama do Mar”(2015).

No audiovisual, dirigiu a série “Oncotô?”( 2011), apresentada pelo cantor e compositor

Jorge Mautner. Participou como assistente de direção e direção de produção em diversas séries. Seu último trabalho nesta área, foi a direção do filme “Antes da coisa toda”(2012), sobre o processo de criação do “Armazém Companhia de Teatro”.

Em 2016 realizou o projeto "Contos de amor e morte", contemplado pelo "Fomento à arte"

da Prefeitura do Rio de Janeiro e Secretaria Municipal de Cultura.

EDUARDO NUNES - dramaturgia

Estudou Cinema da UFF. Em 1994 dirigiu seu primeiro curta: SOPRO; seguiram-se outros

quatro filmes. Entre 1999 e 2014, dirigiu diversos documentários para a TV. Foi professor de cinema e dramaturgia em diversas instituições (Escola de Cinema Darcy Ribeiro, Universidade Estácio de Sá, Academia Internacional de Cinema, etc) e ministrou, durante 8 anos, a oficina de roteiros na Universitat Salzburg (Austria). Também foi co-autor da peça “AS BELAS ADORMECIDAS”, de José Luiz Jr. Em 2012, realiza “SUDOESTE”, seu primeiro longa-metragem, exibido em 27 países e vencedor de 23 prêmios internacionais (incluindo dois Fipresci e o prêmio Andrei Tarkovski). Estreou no Festival do Rio de 2018, seu segundo longa metragem, adaptado da obra de Hilda Hilst: “UNICÓRNIO”. Eduardo fez parte da pesquisa dramatúrgica e de linguagem do projeto "CONTOS DE AMOR E MORTE".


SERVIÇO:


ESTREIA: dia 03 de dezembro (5ªf), às 20h;


LOCAL: programação on-line do Teatro Firjan SESI Centro / RJ;


HORÁRIO: sextas às 20h, sábados e domingos às 18h;


INGRESSOS: R$ 10,00 (Ingresso Já), R$ 20,00 (meia entrada), R$ 40,00 (inteira), R$ 50,00 (colaborativo);

ONDE COMPRAR: plataforma Sympla (www.sympla.com.br);


DURAÇÃO: 70 min / GÊNERO: ficção científica;


CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: 12 anos;


TEMPORADA on-line: até 17 de janeiro de 2021 (para em 20/12 e volta em 08/01).