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  • Luiz Vieira

Coletivo de Galochas estreia Mau Lugar - uma Áudio Libras Ficção

A transmissão será feitas pelas plataformas Youtube, Spotify e SoundCloud no dia 22 de abril

Foto: Divulgação.


E esse... Choro. Quanta gente… O que elas estão levando...?! Estão mesmo carregando... corpos?!

(Lúcia, personagem de Mau Lugar)


MAU LUGAR, uma Áudio Libras Ficção, foi montada a partir da transposição da peça homônima do Coletivo de Galochas para a linguagem dos sons e recriada simultaneamente em Libras, Língua Brasileira de Sinais, com parceria do Coletivo ramariaS.


A peça estreou, originalmente, em 2017 e passou por importantes espaços, como o TUSP - Teatro da USP (2018), Teatro de Arena Eugênio Kusnet (2019), Teatro da Cia. Da Revista (2020), cuja temporada foi interrompida pela pandemia e deu origem a esse trabalho em modo remoto.


A opção radical do grupo pela áudio-difusão, através da construção de um drama sonoro, foi inspirada pelas radionovelas cubanas das primeiras décadas do século XX. É um convite à sensibilidade expandida, a partir de um movimento de encontro de si, mas capaz de imergir na alteridade: ao fechar os olhos e amplificar a escuta atenta, não perdemos a imagem do mundo, antes, ingressamos em sua profundidade sonora.


O trabalho com Libras, Língua Brasileira de Sinais, nasceu da necessidade da transposição da peça para pessoas surdas ou ensurdecidas. Mas acabou se tornando uma reescrita completa do roteiro em Libras.


A peça foi montada totalmente em modo remoto, com orientações à distância na interação com atrizes e atores do Coletivo de Galochas, para a produção e registro dos áudios e na gravação das imagens de Libras, pelo Coletivo ramariaS.


MAU LUGAR reflete sobre um dos mais pesados fardos da própria morte, além da dor e da perda do ente querido: o sequestro do direito ao luto. Nessa distopia onde Lúcia está imersa, o direito à memória da filha, o luto e o respeito ao corpo lhe são violentamente arrancados, assim como as esperanças e crenças em um sistema de valores.


SINOPSE

MAU LUGAR retrata uma sociedade controlada pelo Remédio da Felicidade que já não pode mais conter a onda de suicídio entre os jovens. Como resposta, o suicídio é criminalizado, com violentas punições aos familiares das pessoas que tiram ou tentam tirar a própria vida. Lúcia, uma gerente de fábrica, vê tudo se transformar após encontrar a filha que se enforcou e ser denunciada. Entrando e nos arrastando com ela para um MAU LUGAR, onde os corpos dos mortos são apenas fardos pesados e o luto um ritual de queima no lixão. Ela deve se livrar do corpo, para não sofrer sansões e acaba se encontrando com os Mercadores de Corpos.


EPISÓDIOS

MAU LUGAR será dividida em três Episódios, que vão estrear pelo Youtube, Spotify e SoundCloud, nas páginas do Coletivo de Galochas e permanecerão publicadas nas plataformas para serem ouvidas gratuitamente.


Os episódios são apresentados em sequência, com dois dias de apresentação cada e, no final da temporada, será feita uma “maratona” com a apresentação consecutiva dos três episódios em um mesmo dia:


1. Empacotando a filha (22 e 23, abril de 2021)

2. Felicidade em Chamas (24 e 25)

3. A vida é uma dádiva (27 e 28)

MARATONA – Apresentação completa dos três episódios (29 e 30)


DIÁLOGOS EM TEMPOS DE ISOLAMENTO

Rodas de Conversas sobre teatro, translinguagem, acessibilidade, luto e morte.

Nos dias 23, 25, 28 e 30 de abril serão realizadas os Diálogos em Tempos de Isolamento, rodas de conversa sobre temas suscitados pelo espetáculo, com Psicólogos, artistas, pessoas que trabalham com acessibilidade pública e os grupos envolvidos (ver relação nos SERVIÇOS).


23/04 - CAPÍTULO I - Empacotando a filha. RODA I - CAMPO EXPANDIDO DA SENSIBILIDADE: O encontro entre linguagens enquanto potência criativa. Com o Coletivo ramariaS


25/04 - CAPÍTULO II - Felicidade em Chamas RODA II - OCUPAÇÃO CULTURAL E ACESSIBILIDADE: Avanços e desafios. Com Glauce Teixeira, Nana Roots e Mona Rikumbi


28/04 - CAPÍTULO III - A vida é uma dádiva RODA III - DIÁLOGOS SOBRE LUTO E MORTE: Falar para resistir. Com a Professora Maria Júlia Kovács, do Laboratório dos Estudos Sobre a Morte, Psicologia/USP.


30/04 - ESPETÁCULO COMPLETO RODA IV - CRIAÇÃO EM TEMPOS DE ISOLAMENTO: A transposição do teatro presencial para o online e sua potência investigativa. Com Coletivo de Galochas.


As atividades terão início sempre às 19hs e acontecerão em sala fechada, sendo transmitidas simultaneamente em três diferentes redes sociais do Coletivo de Galochas [Youtube, Facebook e Instagram]. A interação com a plateia se dará via Chat, com monitoramento da Assessora de Mídias Sociais. Todos os encontros terão a presença de intérpretes de libras. As lives ficarão salvas no canal do Youtube.


LIBRAS

A produção foi transposta para a Libras (Língua Brasileira de Sinais), com uma reescrita completa do roteiro para que a mesma sensação de drama possa ser compartilhada por quem não pode ouvir, mas lida com os sons do mundo de uma outra forma.


A adaptação do espetáculo MAU LUGAR para a versão em Áudio Libras ficção e sua exibição são possíveis graças ao edital ProAC Expresso LAB nº36/2020, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, possibilitado pela Lei Aldir Blanc, da Secretaria Especial de Cultura do Governo Federal.


FICHA TÉCNICA

Criação: Coletivo de Galochas

Elenco: Diego Henrique, Kleber Palmeira, Natália Quadros, Rafael Presto, Mariana Queiroz e Wendy Villalobos.

Libras: Coletivo ramariaS - Amanda Assis, Amanda Lioli, Edinho Santos, Fábio de Sá, Marita Oliveira, Nayara Rodriguez.

Dramaturgia: Antonio Herci e Rafael Presto.

Assessoria de imprensa: Pombo Correio.

Assessoria de Mídias sociais: Dora Scobar.

Produção Executiva: Rafael Vix.

Direção de Produção: Deborah Penafiel.

Captação, Sonoplastia, Montagens de Libras e Edição de AV: Antonio Herci e Daniel Lopes.

Direção: Antonio Herci e Daniel Lopes.