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Cia. Elevador de Teatro Panorâmico faz temporada gratuita de Tebas na sede do grupo

Com direção e idealização de Marcelo Lazzaratto, espetáculo comemora os 20 anos da companhia e reúne na mesma dramaturgia as três peças da Trilogia Tebana de Sófocles: Édipo Rei, Édipo em Colono e Antígona.

Tebas - Foto: João Caldas - responderfazendo.com


Bastante conhecida por discutir questões do mundo contemporâneo a partir da encenação dos clássicos teatrais, a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico comemorou suas duas décadas de existência com a estreia de Tebas, que estrou em maio no Sesc Bom Retiro. O espetáculo faz nova temporada na sede do grupo, entre 1º e 17 de julho (apresentação extra no dia 7, às 20h), com sessões gratuitas às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h.


Com direção e dramaturgia cênica de Marcelo Lazzaratto, o espetáculo reúne na mesma peça toda a Trilogia Tebana, de Sófocles, composta por “Édipo Rei”, “Édipo em Colono” e “Antígona”. Além do próprio diretor, o elenco conta com Carolina Fabri, Eduardo Okamoto, Marina Vieira, Pedro Haddad, Rita Gullo, Rodrigo Spina, Tathiana Botth e Thaís Rossi.

A dramaturgia entrelaça as três peças, mas mantém as palavras originais de Sófocles.


Em “Édipo Rei”, Sófocles narra o destino trágico do protagonista, que assassina sem querer o próprio pai, Laio, e se casa com a mãe, Jocasta. Sentindo-se culpada pelo incesto, a rainha comete o suicídio, Édipo fura os próprios olhos e decide abandonar Tebas.

A exaustiva perambulação do antigo rei depois do exílio de Tebas é narrada em “Édipo em Colono”. Como punição por seus atos, Édipo se torna um refugiado em terra estranha e caminha sem destino, conduzido por sua filha Antígona. Ele clama aos deuses pelo perdão e para encontrar um lugar para repousar.


Enquanto isso, Polinices e Etéocles, os filhos de Édipo, que não ligam para o destino do pai, estão em disputa por terra e poder, o que leva ambos à morte. Sem ter quem assuma o trono, Creonte, o tio deles, torna-se rei. Então, ele manda enterrarem Etéocles com todas as honrarias e proíbe que enterrem Polinices, deixando-o exposto à putrefação. A peça “Antígona” narra a luta da filha de Édipo para conquistar o direito de sepultar o corpo do irmão de acordo com os ritos funerários apropriados.


Ainda de acordo com Lazzaratto, a Trilogia Tebana discute temas atemporais e extremamente relevantes para a vida contemporânea, como patriarcado; tirania e democracia; território e exílio; masculino e feminino; guerra e paz; lei divina e lei humana; destino e livre arbítrio.


“Essas dualidades tão controversas são fundamentais. Parece-me que o tempo contemporâneo necessita que entremos em contato com esses grandes valores para que possamos nos entender como sociedade, contestar preceitos e nos reorganizarmos. O mito é estável, a sociedade é que muda. E, na minha opinião, no mundo tão fragmentado, caótico e desequilibrado em que vivemos hoje, ainda mais no Brasil, estabelecer diálogos com a estabilidade do mito pode favorecer um tipo específico de ação e de pensamento”, comenta.


Há quase 30 anos o encenador desenvolve o sistema de atuação improvisacional chamado Campo de Visão, que dialoga muito bem com o clássico. “Somos um grupo de linguagem cênica e temos esse sistema de trabalho que se tornou nossa personalidade artística. Ele serve para qualquer formato e a gente sempre volta a estabelecer o diálogo entre Campo de Visão e os clássicos, porque uma coisa renova, recicla, reconsidera e reavalia a outra”, reflete Lazzaratto sobre sua metodologia também presente em Tebas.



Ficha Técnica:

Dramaturgia Cênica e Direção: Marcelo Lazzaratto

Assistência de Direção e Preparação Corporal: Dirceu de Carvalho

Atores da Cia.: Carolina Fabri, Marcelo Lazzaratto, Pedro Haddad, Rodrigo Spina, Tathiana Botth e Thaís Rossi

Atores convidados: Eduardo Okamoto, Marina Vieira e Rita Gullo

Iluminação: Marcelo Lazzaratto

Cenário: Julio Dojcsar

Figurino: Silvana Marcondes

Música original: Dan Maia

Técnicos de Som: Anderson Moura e Gabriel Bessa

Técnico de Luz: Lui Seixas

Costureira: Atelier Judite de Lima

Cenotécnico: Fernando Lemos (Zito)

Adereços: Marina Vieira

Maquiagem: Cia. Elevador de Teatro Panorâmico

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Fotografia: João Caldas

Projeto Gráfico: Alexandre Caetano / Oré Design Studio

Produção executiva: Marcelo Leão

Produção: Anayan Moretto

Realização: Cia. Elevador de Teatro Panorâmico


Serviço:

Tebas, da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico

Temporada: de 1º a 17 de julho, às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 19h (sessão extra no dia 7/7, às 20h)

Espaço Elevador - Rua Treze de Maio, 222, Bela Vista

Ingressos: grátis, distribuídos pelo site Sympla

Classificação:12 anos Duração: 170 minutos

Capacidade: 32 lugares