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  • Luiz Vieira

A relação entre humanos e máquinas na sociedade contemporânea é o tema de Oásis 6.0

Espetáculo online estreia dia 25 de abril de forma gratuita pelo YouTube

Foto: Danilo Martignago.


Texto inédito de Marco Catalão (escritor, dramaturgo e poeta campinense, atual vencedor do 4º Prêmio Rio de Literatura - 2020), com direção de Michelle Ferreira, espetáculo solo interpretado por Lívia Camargo faz temporada online de 25 de abril a 17 de maio, aos domingos e segundas, às 21h.


Trata-se uma peça que tem como eixo conceitual a relação dos homens com as inteligências artificiais modernas e futuras trazendo uma investigação artística sobre como os robôs poderiam moldar nossa maneira de estar no mundo e confrontar cenicamente os impasses do sujeito contemporâneo, que se relaciona de forma tão natural, embora às vezes doentia, com a tecnologia.


Livia Camargo, idealizadora do projeto, fala sobre essa tecnologia, que avança em proporções abissais, mas não muda em nada a condição humana. “Em tempos atuais, em que notamos o homem sendo assolado por um inimigo invisível, estamos sentindo na pele que, por mais que os avanços tecnológicos se expandam a todo vapor, o ser humano continua frágil, totalmente vulnerável, e facilmente destrutivo - sua relação com determinadas máquinas infelizmente nada pode ajudar em relação a isto”, diz a atriz, que avança:


“Discussões como essa nunca foram tão pertinentes. É preciso debater a real funcionalidade da tecnologia na vida do ser humano e colocar em xeque sua real necessidade. Obviamente há aquela tecnologia que salva vidas, que joga a favor do homem e do ecossistema, mas há aquela tecnologia que oprime, ilude, engana, afasta o homem de sua essência, destrói vidas, acaba com o meio ambiente e que poderia ser extinta”.

Foto: Danilo Martignago.

Sinopse

Oásis é uma inteligência artificial criada para interagir diretamente com o ser humano. Um robô que durante os anos foi agregando avanços e se sofisticando de modo a se adequar cada vez mais ao mundo moderno e à vida em sociedade. Sua primeira versão, criada após uma grande pandemia, entediou o homem por ser perfeita demais e fazer exatamente "aquilo que seu dono queria", então os cientistas passaram a inserir em sua programação um "algoritmo deceptivo", fazendo com que o Oásis surpreendesse o ser humano, inclusive ao ponto de decepcioná-lo, já que a necessidade de desapontamento é intrínseca à sua natureza.


Na ação, o robô Oásis já se encontra em sua versão 6.0, que em breve será substituída pela versão 7.0, mais moderna e sofisticada, simulando o que os homens acreditavam ser impossível. Com isso, ele faz uma análise muito profunda da espécie humana e seu futuro, na tentativa de deixar algum ensinamento para as gerações futuras. O que vemos na peça é a explicitação dessa análise em forma de um depoimento final, praticamente um discurso pré-morte.


“É possível imaginar uma sociedade pós-humana em que a necessidade de companhia dê lugar a uma solidão plena e autossuficiente? As ansiedades e angústias típicas da nossa época podem ser resolvidas objetivamente? Sem formular essas questões de forma explícita e sem propor respostas definitivas, a peça as coloca em cena diante dos espectadores e os incita a buscar suas próprias respostas”, conclui Marco Catalão.


Ficha técnica

Texto: Marco Catalão

Atuação: Lívia Camargo

Direção de Cena: Michelle Ferreira

Direção e produção de vídeo: Acauã Sol

Direção de Produção: Gustavo Sanna

Produção Executiva: César Ramos

Direção de Arte e figurino: Hélio M Filho

Trilha sonora: Eric Budney

Operação de câmera e edição de vídeo: Danilo Martignago

Direção de corte ao vivo: Acauã Sol

Visagismo: Tailla Jorge

Arte gráfica: Acauã Sol

Realização: Complementar Produções Artísticas Ltda

Produção Geral e Idealização: Lívia Camargo

Fotos divulgação: Danilo Martignago


Serviço

25 de abril a 17 de maio

Domingos e segundas, às 21h

Duração: 30 minutos

Classificação indicativa: 18 anos


Link de acesso / plataforma: https://www.youtube.com/channel/UCYkg54rO9oFrLMfPlWQTKrA