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“A leveza está no final” faz temporada virtual de 23 de agosto a 01 de setembro de 2021

Grupo Teatro Geográfico encerra investigação da obra de Milan Kundera com peça em que cada personagem ganha um desfecho distinto.

"A leveza está no final" - Foto: Betânia Dutra - responderfazendo.com


“A leveza está no final” é o espetáculo que encerra a pesquisa do grupo acerca da obra “A Insustentável Leveza do ser”, de Milan Kundera, em temporada virtual que estreia em 23 de agosto e vai até 01 de setembro de 2021, segundas, terças e quartas, às 20h. As apresentações são gratuitas e on-line através do Zoom, com retirada de ingressos em https://www.sympla.com.br/teatrogeografico.

Para responder as questões acima “A leveza está no final” divide com o público, a cada apresentação, o destino de Teresa, Thomas, Franz e Sabina, que recebem um final diferente daquele concebido por Kundera.

Estes 4 novos desfechos, assim como toda dramaturgia do espetáculo, foram criação colaborativa entre a diretora Tatiana Vinhais e o elenco Carol Andrade, Carol Kern, Gabs Ambròzia, Frederico Vasques e Thiago Prade. O grupo construiu estes novos finais incorporando suas percepções mais subjetivas aos seus 5 anos de pesquisa sobre a obra.

"A leveza está no final" - Foto: Betânia Dutra - responderfazendo.com

Propor que a plateia vote decidindo o final que irá assistir a cada apresentação de “A leveza está no final” é imprimir no formato virtual uma marcante característica da companhia que é trazer o público de forma ativa, fazendo do espectador um vivenciador.

Esta montagem também dá continuidade às questões provocadoras do fazer teatral nestes tempos pandêmicos, como o peso e a leveza que o livro propõe e a escolha de recontar a história questiona o ponto de vista do autor. O trabalho anterior que esteve em cartaz no início deste ano, 2021, “Onde está a leveza?” buscou traçar um arco poético de reflexões sobre o papel da mulher na sociedade de 2020 a partir do livro de Kundera, escrito na década de 80 e ambientado em Praga no final da década de 60, após a invasão da União Soviética, em 1968.


Quatro personagens estão no enredo do romance: Teresa, Thomas, Franz e Sabina. Tereza e Tomas formam um casal em que ele a trai diariamente e Teresa tece sua vida com a angústia dos dias. Já Franz e Sabina são amantes ocasionais, ela prefere a liberdade, Franz quer tem Sabina como uma deusa. Sabina, entretanto, liberta-se de tudo e vai viver longe das aflições políticas da Tchecoslováquia ocupada pelas tropas do Pacto de Varsóvia e também longe de Franz.

A pesquisa do grupo em torno da obra de Kundera iniciou em 2016, ano de estreia da montagem teatral “Sobre a insustentável leveza dos seres”, no Clube da Empatia – espaço cultural alternativo localizado na região central de São Paulo, voltando ao cartaz também nos anos seguintes. Para 2020 estava programada uma nova ocupação, desta vez no Estúdio Lâmina, espaço de arte contemporânea localizado no Vale do Anhangabaú – porém, não foi possível em decorrência da pandemia.

A partir daí a pesquisa do grupo ingressou numa etapa de experimentações cênicas digitais tendo como pergunta norteadora “Onde está a leveza?” e dois trabalhos homônimos apresentados ao vivo e on-line.


Trajetória artística do Teatro Geográfico

Com 11 anos de trabalho continuado, o Teatro Geográfico está sediado e atuante em São Paulo desde 2014. Dirigido por Tatiana Vinhais, ao longo de sua trajetória integrou programações como da Bienal do Mercosul, Festival Internacional POA Em Cena (RS) e Sede das Cias (RJ). O espetáculo de estreia do grupo, “O MAPA” (dramaturgia Diones Camargo e Tatiana Vinhais), recebeu 9 indicações ao Prêmio Açorianos – melhor espetáculo, dramaturgia, atriz (2 indicações), ator coadjuvante, iluminação, cenografia, figurino e produção. No repertório, além de 5 temporadas de O MAPA, destacam-se também os trabalhos “Onde está a leveza?”, “Sobre a insustentável leveza dos seres”, “GEOCOREOGRAFIA: cidade não vista”, “Duetos”, “ROCKHAMLET”, “POPHAMLET”, “Jerusalém”, “Serenata Geográfica” e “Atentados”. Em “O MAPA”, o público dividia-se em dois grupos desde a bilheteria recebendo um passaporte e um mapa que indicavam rotas diferentes durante a peça: dois pontos de vista da mesma história. Inspirada no livro “O céu que nos protege” de Paul Bowles e em sua adaptação para o cinema de Bernardo Bertolucci (1990), a peça era apresentada simultaneamente através do Caminho do Tempo (sob a ótica do personagem Port) e o Caminho dos Espelhos (aos olhos da personagem Kit). Este foi o espetáculo de fundação do Teatro Geográfico, em 2010, ainda em Porto Alegre. Já sediado em São Paulo, o grupo apresenta “Sobre a insustentável leveza dos seres”, espetáculo em que o público é etiquetado com seus próprios nomes e dividido em três grupos ao escolher entre os caminhos cênicos construídos no espaço: Peso/Leveza, Corpo/Palavras e Adão/Eva.

A diretora Tatiana Vinhais radicada em São Paulo foi criadora e gestora artística dos espaços culturais “Clube da Empatia” e “Cabaret Uranus”, promovendo mais de 40 apresentações entre teatro, música, circo, fotografia e performances. É ministrante das oficinas “Meu corpo político: A Revolução pelo silêncio” e “Cenas apunhaladas de imagens mofadas”. Entre suas direções mais recentes, destacam-se: lançamento do CD “Três” – Mustache e os Apaches, com apresentações no Auditório Ibirapuera e Casa Natura Musical; CD “Mantras da Mata” – Carolina Zingler; banda teatral “Nice e os Gonçalves”; espetáculo musical “Cósmica”.

O espetáculo integra o projeto selecionado na 1ª Edição do Prêmio Aldir Blanc de Apoio à Cultura da cidade de São Paulo, módulo Maria Alice Vergueiro.

Para realização da imersão, todos os presentes precisaram realizar testes de Covid-19.

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: Teatro Geográfico – montagem inspirada em “A Insustentável leveza do ser” de Milan Kundera Direção: Tatiana Vinhais Elenco: Carol Andrade, Carol Kern, Frederico Vasques, Gabs Ambròzia e Thiago Prade

Figurinos: Carol Andrade e Gabs Ambròzia

Iluminação, ambientação cênica e trilha sonora pesquisada: Teatro Geográfico

Fotos: Betânia Dutra

Programação visual: André Senna Assessoria de imprensa: Adriana Monteiro (Ofício das Letras)

Direção de produção: Luísa Barros Realização: Teatro Geográfico

SERVIÇO:

Temporada: 23 de agosto a 01 de setembro de 2021 (segundas, terças e quartas)

Horário: 20h

Apresentações gratuitas e on-line através do Zoom, com retirada de ingressos em https://www.sympla.com.br/teatrogeografico

GÊNERO: DRAMA

DURAÇÃO: 80min

CLASSIFICAÇÃO: não recomendado para menores de 16 anos

Mídias sociais - Teatro Geográfico:

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